Rabdomiólise: quando o excesso de exercício vira um risco



Neste final de semana, brasileira de 24 anos morreu, em Nova York, ao tentar realizar sua primeira maratona.

No último domingo, dia 01 de novembro, a brasileira Rachel Apa, de 24 anos, participava da sua primeira maratona, em Nova York, quando desmaiou a pouco mais de três quilômetros da linha de chegada. Infelizmente, ela morreu horas depois.

A família informou que a causa da morte foi a rabdomiólise, uma lesão muscular provocada por esforço físico excessivo. Rachel participava de prova de 42km com o objetivo de arrecadar dinheiro para pesquisas sobre a doença de Parkinson, em memória do avô.

Luiz Fernando Lukas, profissional de Educação Física, explica que o calor intenso e a desidratação também aumentam o risco. “A rabdomiólise acontece quando as fibras musculares são lesionadas gravemente e liberam substâncias na corrente sanguínea. Em situações normais, durante o exercício físico, os músculos sofrem pequenas lesões, que fazem parte do processo natural de adaptação e recuperação. O problema acontece quando essa lesão é muito intensa e o organismo não consegue lidar com a quantidade de substâncias liberadas”, afirma Luiz Fernando Lukas.

O personal trainer explica que a rabdomiólise pode acontecer após ou durante atividades físicas muito intensas, principalmente quando a pessoa não está preparada para aquele nível de esforço. “Pessoas sedentárias ou iniciantes merece atenção especial, mas ninguém está totalmente livre do risco. Isso pode acontecer em diferentes modalidades, como corrida, crossfit, treinamento funcional, spinning, futebol, musculação...”, destaca o especialista.

Um dos principais problemas da rabdomiólise é o impacto sobre os rins. Os principais sinais de alerta são dor muscular intensa, fraqueza, inchaço e urina escura. Também podem ocorrer náuseas, vômitos, dor abdominal, falta de ar e palpitações.

“Vale destacar que o exercício é fundamental para a saúde. A questão é entender que o corpo precisa de adaptação e recuperação. Treinar forte nem sempre significa treinar melhor. Por isso, é fundamental respeitar os próprios limites. A intensidade e o volume das atividades devem aumentar gradualmente, manter uma boa hidratação, respeitar os períodos de descanso e contar com a orientação de um profissional de Educação Física”, finaliza Luiz Fernando Lukas.

LUIZ FERNANDO LUKAS - Instagram: @luizfernandolukas - https://www.instagram.com/luizfernandolukas/
(Profissional de Educação Física – Personal Trainer – Pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força).
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