Polícias Civil e Militar deflagram Operação Zé Colméia e apreende produtos suspeitos de furto em Guaçuí



Diligências também localizaram garrafas com produto semelhante a mel e rótulos de associações de produtores; dois investigados foram conduzidos para prestar esclarecimentos.
 
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia de Guaçuí, com apoio da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), deflagrou, nessa quinta-feira (03), a Operação Zé Colméia, com o objetivo de investigar suspeitas de furtos em propriedades rurais e uma possível produção e comercialização clandestina de mel.

A ação contou com a participação de 20 policiais civis e militares, resultando no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Guaçuí e Dores do Rio Preto. Dois irmãos, de 41 e 40 anos, alvos da investigação, foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Guaçuí para prestar esclarecimentos.

Em uma residência pertencente à mãe dos investigados, localizada na zona rural de Guaçuí, os policiais apreenderam diversos objetos que podem ter origem em furtos. Entre os materiais encontrados estão motosserras, roçadeiras, furadeiras, esmerilhadeiras, serra tico-tico, máquina de solda, selas para cavalos, aparelho de televisão, computadores, aparelho de ar-condicionado e micro-ondas, entre outros itens.

Segundo as investigações, os suspeitos não conseguiram comprovar a procedência dos produtos. Todo o material foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia de Guaçuí para análise e demais providências.

Em outro endereço, uma residência alugada pelos investigados, localizada no bairro Antônio Francisco Moreira, os policiais encontraram diversas garrafas contendo um produto com aparência semelhante ao mel de abelha. De acordo com as investigações, o imóvel seria utilizado para uma possível produção clandestina do produto.

Na residência de um dos alvos, também foram encontrados diversos rótulos de associações de produtores de municípios do estado de Minas Gerais. A suspeita é de que os rótulos fossem utilizados nas garrafas do produto que estaria sendo produzido clandestinamente em Guaçuí.

As investigações tiveram início a partir de um trabalho conjunto realizado pelo Setor de Inteligência da Delegacia de Polícia de Guaçuí e pelo Serviço Reservado da Polícia Militar da 2ª Companhia.

Durante o levantamento, os policiais identificaram um veículo utilizado por um dos investigados para transportar o produto. O homem também é suspeito de envolvimento em furtos cometidos em propriedades rurais nos municípios de Iconha, Rio Novo do Sul e Itapemirim.

O suspeito transportava o produto de Guaçuí para comercialização nessas cidades. Ainda conforme o levantamento policial, durante os deslocamentos, ele teria identificado propriedades rurais que posteriormente poderiam ser alvo de furtos.

Os dois investigados prestaram declarações na Delegacia de Polícia de Guaçuí e foram liberados. As investigações continuam, e os materiais apreendidos serão analisados para auxiliar no esclarecimento dos fatos e na identificação da eventual origem dos produtos.
 

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