Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas acontece de 24 a 28 de agosto



 
Polícias Científica e Civil reforçam a importância da doação de material genético para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas
 

A Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) e a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) participam, entre esta segunda-feira (24) e a sexta-feira (28), da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas de 2026, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas é um serviço permanente no Espírito Santo. 


Durante a mobilização, as ações de divulgação serão intensificadas nacionalmente para orientar a população e incentivar a participação de mais famílias. O atendimento será realizado nos locais que já oferecem regularmente o serviço, em Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, Venda Nova do Imigrante e Vitória.


“Esta mobilização busca ampliar a participação das famílias e fortalecer os bancos de perfis genéticos estadual e nacional. Quanto mais famílias estiverem representadas, maiores serão as possibilidades de encontrar correspondências que auxiliem na identificação de pessoas desaparecidas e ofereçam respostas aos seus familiares”, destacou o perito-geral Carlos Alberto Dal-Cin.


Antes da coleta, entretanto, o desaparecimento deve ser comunicado à Polícia Civil para a realização do Boletim de Ocorrência. O registro pode ser feito imediatamente, sem a necessidade de aguardar qualquer prazo. “Não é preciso esperar 24 horas para comunicar um desaparecimento. Assim que a família perceber a situação, deve registrar a ocorrência na Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas, na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Online. A partir desse registro, iniciamos os protocolos de busca e reunimos informações que podem auxiliar na localização da pessoa e no direcionamento da investigação”, afirmou o titular da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas, delegado Tarcísio Otoni.


A coleta de DNA integra esse conjunto de procedimentos. O material fornecido pelos familiares é analisado pelo Laboratório de DNA Forense, e o perfil genético obtido é inserido nos bancos estadual e nacional. A partir disso, pode ser comparado com perfis de pessoas vivas ou falecidas ainda não identificadas. Quando uma correspondência possibilita a identificação, a delegacia responsável pelo caso entra em contato com a família.


“A coleta é simples, rápida e feita na parte interna da bochecha. Pais, filhos e irmãos são os familiares prioritários, e objetos de uso pessoal do desaparecido, como escova de dentes ou lâmina de barbear, também podem auxiliar na análise. Não importa há quanto tempo ocorreu o desaparecimento: como o banco é atualizado continuamente, uma correspondência genética pode surgir no momento da inclusão do perfil ou anos depois”, explicou a chefe do Laboratório de DNA Forense, perita oficial criminal Bianca Bortolini Merlo.
 

Como é realizada a coleta

A coleta é gratuita, simples, rápida e indolor. O procedimento é realizado com um dispositivo semelhante a um cotonete, passado na parte interna da bochecha. Não é necessário estar em jejum. Crianças também podem participar, desde que estejam acompanhadas por seu responsável legal. Antes da coleta, o familiar deverá assinar um termo de consentimento.
O perfil genético obtido será utilizado exclusivamente para a busca e a identificação da pessoa desaparecida.
 


Quem pode doar:

Familiares de pessoas desaparecidas que ainda não fizeram essa coleta em nenhum outro momento. Quem já doou seu material genético não precisa fazê-lo novamente. Familiares preferencialmente em primeiro grau com a pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos e o genitor do filho da pessoa desaparecida; irmãos. (no caso de filhos e irmãos, quantos forem possíveis).



O que levar no dia da coleta :

No dia da coleta, o familiar deve apresentar:
1. Documento de identidade oficial com foto;
2. informações do Boletim de Ocorrência, como número, estado e delegacia onde foi registrado;
3. se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência;
4. objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, aparelho de barbear ou escova de cabelo;
5. outras amostras que possam auxiliar na identificação, como dente de leite ou cordão umbilical guardado.


Não existe prazo máximo após o desaparecimento para que a família faça a coleta. Entretanto, é necessário que o desaparecimento tenha sido registrado em Boletim de Ocorrência. O registro deve ser feito imediatamente, sem necessidade de esperar 24 horas, em uma delegacia ou pela Delegacia Online.


Banco de DNA de familiares de desaparecidos

O Banco Estadual de Perfis Genéticos reúne atualmente perfis de 450 familiares de pessoas desaparecidas, que representam 352 famílias — uma mesma família pode fornecer material genético de mais de um integrante. Em 2026, foram realizadas 40 novas coletas de familiares.
Por meio de correspondências genéticas, o Banco de DNA já possibilitou 34 identificações, cinco delas em 2026. Do total de casos solucionados, cinco envolveram a cooperação com outros estados.
O banco também possui perfis genéticos de 549 indivíduos ainda não identificados, sendo 12 pessoas vivas e 537 falecidas.


Desaparecimentos no Espírito Santo

Em 2026, até a consulta realizada em 20 de agosto, foram contabilizados 1.559 registros. Entre os desaparecidos registrados neste ano, 282 já foram localizados: 262 com vida e 20 falecidos.



Pontos de coleta no Espírito Santo


Vitória
Laboratório de DNA Forense
Endereço: Avenida Nossa Senhora da Penha, 2290. Bairro Santa Luiza, Vitória/ES
Atendimento: das 9h às 17h
Telefones: (27) 3198-6072 e 3198-6073
 
Cachoeiro de Itapemirim
Seção Regional de Medicina Legal de Cachoeiro de Itapemirim
Endereço: Rodovia Gumercino Moura Nunes, 134, Village da Luz, Cachoeiro de Itapemirim/ES
Atendimento: das 8h às 17h
Telefones: (28) 3526-1732 e (28) 3526-1733
 
Colatina
Seção Regional de Medicina Legal de Colatina
Endereço: Rua Reynaldo Ferrari Primo, s/nº, Bairro Lacê, Colatina/ES
Atendimento: das 8h às 17h
Telefone: (27) 3198-8127
 
Linhares
Seção Regional de Medicina Legal de Linhares
Endereço: Avenida Presidente Getúlio Vargas, 1.200, Centro, Linhares/ES
Atendimento: das 8h às 17h
Telefone: (27) 99519-8218
 
Venda Nova do Imigrante
Seção Regional de Medicina Legal de Venda Nova do Imigrante
Endereço: Avenida Lorenzo Zandonadi, 880, Residencial do Bosque, Venda Nova do Imigrante/ES
No prédio da Policlínica, em frente ao Hospital Padre Máximo
Atendimento: das 8h às 16h, conforme o horário de funcionamento da Policlínica
Telefones: (28) 3526-2914 e (28) 99973-5902
Recomenda-se ligar previamente para confirmar o atendimento.
 
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