O engenheiro da EDP Waldeí Aparecido Dutra Rezende e o filho Nicolas, uma história de amor, aprendizado e conquistas diárias. (arquivo pessoal)
Entre escalas e plantões, dois profissionais do Centro de Operações revelam os aprendizados, desafios e momentos que marcam a jornada de ser pai
Vitória, 06 de agosto de 2026 – O Centro de Operações Integradas (COI) da EDP, distribuidora de energia elétrica do Espírito Santo, nunca dorme. É dali que, 24 horas por dia, profissionais monitoram o sistema elétrico, acompanham ocorrências e coordenam operações para garantir que a energia chegue com segurança aos 70 municípios da área de concessão da companhia. Do outro lado das telas, porém, existe uma missão que nenhum treinamento ensina: ser pai.
Neste Dia dos Pais, duas histórias do mesmo ambiente de trabalho revelam que, entre escalas, madrugadas e decisões que impactam a vida de tantas pessoas, é dentro de casa que acontecem as transformações mais profundas.
Foi uma frase simples que mudou para sempre a vida de Waldeí Aparecido Dutra Rezende. Há onze anos, ao sair da sala de parto, uma enfermeira carregava o pequeno Nicolas nos braços quando anunciou: “Aqui está seu pai.”
Hoje, engenheiro de Operação que atua no atendimento às ocorrências em tempo real do COI, ele ainda se emociona ao lembrar daquele instante. “Eu me recordo como se fosse ontem. Você passa a refletir sobre os exemplos que deixa, sobre quem seu filho vê quando olha para você”, conta.
A convivência com o filho ensinou que algumas das maiores conquistas estão justamente naquilo que muitas vezes passa despercebido: cada pequeno avanço, cada nova descoberta, cada passo dado no próprio tempo. Nicolas, que é autista não verbal, trouxe esse novo olhar para a família. “Aprendi a olhar para o meu filho sem compará-lo com ninguém. O que ontem ele não fazia e hoje consegue fazer já é motivo de alegria.”
Entre tantas lembranças, uma ocupa um lugar especial. Depois de anos estimulando a comunicação do filho, ouviu, espontaneamente, um “eu te amo” antes de dormir. “Foi um momento que me marcou profundamente.”
Há cinco anos na EDP, Waldeí chegou ao Espírito Santo após uma mudança importante para a família. Ele deixou Rondônia em busca da oportunidade profissional e também da possibilidade de ficar mais perto dos familiares, que vivem em Minas Gerais. A decisão também exigiu um recomeço profissional da esposa, mas, hoje, afirma que a escolha valeu a pena. “Fomos muito bem acolhidos, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida aqui no Espírito Santo.”
Na rotina do COI, a escala exige dedicação e, algumas vezes, significa estar de plantão em datas especiais. Ainda assim, ele destaca que encontrou na EDP uma cultura que incentiva o equilíbrio entre carreira e família. “De todas as empresas onde trabalhei, a EDP é a que mais demonstra preocupação com o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar. A gente percebe isso nas lideranças, nos colegas e na forma como a empresa incentiva que as pessoas estejam presentes também em casa.”
Depois de um dia difícil, a recompensa vem em forma de abraço. “Quando chego em casa, basta um abraço do Nicolas. É como se eu desligasse de tudo.” Da convivência com o filho, ele também reforça um conselho que faz questão de compartilhar com outras família: “Não compare seu filho com outras crianças. Olhe para o que ele conquista a cada dia.”
O técnico da EDP Lucas Barros Veras de Sousa e o pequeno Lucas Júnior provam que a presença é um dos maiores presentes que um pai pode oferecer (arquivo pessoal)
De estagiário a pai
No mesmo Centro de Operações Integradas, Lucas Barros Veras de Sousa viu sua trajetória na EDP crescer ao mesmo tempo em que construía sua própria família. Ele ingressou na empresa como estagiário, em 2016, passou por uma empresa parceira e, em 2018, foi efetivado como técnico de Operação. Poucos anos depois, viveu outra conquista que transformaria sua vida: a chegada do primeiro filho.
A notícia de que Lucas Júnior estava a caminho veio em dezembro de 2022 e foi recebida como a realização de um sonho. “O Luquinhas já era muito desejado. Receber aquela notícia foi uma grande celebração para nós.” Hoje, com o filho prestes a completar três anos, Lucas resume a paternidade como um aprendizado diário. “Você aprende sendo pai. Existem desafios, erros, acertos e muito aprendizado. Mas as alegrias sempre acabam sendo maiores.”
Entre as lembranças mais marcantes está um episódio vivido nos primeiros meses de vida de "Luquinhas”, ainda no contexto do pós-pandemia. Sempre que chegava do trabalho, Lucas evitava pegá-lo no colo por medo de transmitir alguma doença. Até perceber, um dia, que o filho abaixou a cabeça, entristecido, ao imaginar que, novamente, não receberia o abraço do pai. “Aquilo mexeu muito comigo. Entendi que proteger também é encontrar formas de estar presente. E, no final das contas, ele acabava gripando mesmo sem eu pegá-lo”
Nesse início da jornada, a licença-paternidade estendida oferecida pela EDP foi fundamental. Com a esposa em recuperação da cesariana e a família morando em outro estado, ele pôde permanecer ao lado do bebê nos primeiros dias de vida. Hoje, destaca que o modelo de trabalho da companhia, aliado à escala 6x4, também contribui para acompanhar mais de perto o crescimento do filho e viver momentos que não voltam mais.
Para Lucas, esse equilíbrio é reflexo de uma cultura que valoriza as pessoas também fora do ambiente de trabalho. “A licença estendida e a escala me permitiram estar presente em momentos que não voltam mais. Isso fez toda a diferença para a nossa família.”
No Centro de Operações, eles ajudam a manter a energia em movimento, dia e noite. Em casa, descobriram que existe uma força impossível de medir por indicadores, gráficos ou sistemas. Porque, no fim de cada jornada, a missão mais importante continua esperando.
Sobre a EDP América do Sul
O grupo EDP está presente em quatro regiões: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Em 2026, celebra 50 anos de história no mundo e 30 anos de presença no Brasil. Na América do Sul, atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, bem como no desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares, com ativos no valor de R$ 41 bilhões, o que a torna a segunda maior operação do grupo. A empresa tem mais de 12.000 funcionários diretos e terceirizados. No Brasil, a EDP também oferece soluções energéticas voltadas para o mercado B2B, como geração solar distribuída e venda de energia no mercado livre. Seu negócio de Distribuição atende a cerca de 3,8 milhões de clientes no estado de São Paulo e no estado do Espírito Santo. Referência em ESG, a EDP é reconhecida como uma das empresas de energia elétrica mais sustentáveis do mundo pelo índice Dow Jones, além de ter sido incluída no Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg. Nas quatro regiões, a EDP é reconhecida também, por meio da certificação Top Employer 2026, como uma das melhores empresas para se trabalhar.
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