Mercado livre de energia avança no Brasil e deve transformar relação dos consumidores com o setor elétrico
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| Stella Fuão, diretora Comercial da EDP na América do Sul, fala sobre o mercado livre de energia (Crédito: EDP) |
No Dia Mundial da Energia, EDP destaca cinco pontos que pequenas empresas e consumidores residenciais precisam saber sobre a abertura gradual do mercado
A abertura gradual do mercado livre de energia, também conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL) é uma realidade no Brasil. A partir de 2027, clientes de baixa tensão – como pequenas e médias empresas – poderão escolher o seu fornecedor de eletricidade, seguidos pelos consumidores residenciais em 2028. Essa mudança, estabelecida pelo Ministério de Minas e Energia e regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representa o avanço de um modelo que já existe no país há décadas para grandes consumidores industriais e comerciais e que agora chegará a milhões de brasileiros.
No Dia Mundial da Energia, celebrado nesta sexta-feira (29), a EDP destaca cinco pontos que o consumidor precisa saber sobre esse modelo. Com 50 anos de atuação no mundo, 30 deles no Brasil, a empresa foi a primeira comercializadora varejista de energia do país e atualmente está entre as cinco maiores do setor. Em 2025, a companhia comercializou 7,04 TWh de energia para mais de 800 clientes no mercado livre.
O que é o mercado livre de energia?
Atualmente, a grande maioria dos brasileiros é atendida Ambiente de Contratação Regulada (ACR), também chamado de mercado cativo, no qual a distribuidora local é a única opção de fornecimento e as tarifas são definidas pela Aneel. No mercado livre, o consumidor passa a ter o direito de escolher de quem comprar a energia, podendo negociar preços, prazos e até a fonte de geração, que pode ser 100% renovável. “A lógica é semelhante à de outros setores liberalizados, como telecomunicações: mais concorrência entre fornecedores tende a gerar mais eficiência, melhores preços e serviços mais personalizados”, explica a diretora Comercial da EDP na América do Sul, Stella Fuão.
O novo modelo também deve transformar a dinâmica do setor elétrico, com relações mais diretas e soluções mais personalizadas para os consumidores", afirma Stella. "Por isso, é essencial que pequenas e médias empresas e os clientes residenciais aproveitem este momento para entender como esse modelo funciona e se preparem para fazer escolhas mais seguras e aderentes ao seu perfil de consumo", alerta.
1. Quem pode entrar no mercado livre de energia?
Atualmente, o mercado livre está disponível para consumidores conectados em média e alta tensão, como indústrias e grandes empresas com conta de energia de a partir de R$ 5 mil. A partir do final de 2027, a abertura deve alcançar clientes da baixa tensão, como comércios e pequenos negócios. Já os consumidores residenciais poderão aderir a esta modalidade no final de 2028.
A expansão faz parte do processo de modernização do setor elétrico brasileiro. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), cerca de 85 mil consumidores já participam do mercado livre de energia no país. Apenas em 2025, foram registradas 21,7 mil novas migrações. Hoje, os consumidores do ambiente livre representam 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil.
2. O consumidor poderá escolher de quem comprar energia?
O mercado livre de energia permite que os consumidores escolham o fornecedor e negociem preços, condições de pagamento e até a origem da energia contratada, enquanto no mercado cativo os consumidores têm apenas a opção de comprar a energia da distribuidora local.
Com a liberdade de escolha que a abertura do mercado deve trazer, é importante que os consumidores fiquem atentos a alguns critérios ao escolher o seu fornecedor de energia. Importante considerar a solidez financeira da comercializadora, a experiência no setor, a conformidade regulatória, o suporte oferecido e a flexibilidade para atender às preferências e necessidades do cliente.
3. Há possibilidade de economia e previsibilidade?
Um dos principais atrativos do mercado livre é a possibilidade de reduzir custos com energia. A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia estima que a abertura total do mercado pode gerar até R$ 35 bilhões por ano em economia para consumidores residenciais e pequenos negócios. Dependendo do perfil de consumo e das condições contratuais, a redução nos gastos com energia pode chegar a 30% por mês.
Além da economia, os consumidores conseguem maior previsibilidade financeira ao negociar contratos de longo prazo, reduzindo a exposição às oscilações tarifárias do mercado regulado. Outro diferencial é a possibilidade de contratar energia proveniente de fontes renováveis, como solar e eólica, fortalecendo a transição energética e, no caso das empresas, tornando seus negócios mais sustentáveis. “Produtos mais flexíveis e aderentes ao perfil de consumo serão diferenciais importantes nesse novo cenário. Também é fundamental migrar com uma empresa sólida, experiente e que ofereça uma proposta comercial segura e de longo prazo”, afirma Stella.
4. O cliente continua conectado à distribuidora?
A abertura do mercado livre não elimina o papel das distribuidoras de energia. Mesmo com a possibilidade de escolha do fornecedor, a distribuidora continua responsável pela operação da rede elétrica, manutenção, qualidade e continuidade do fornecimento. “É a distribuidora quem continua garantindo que a energia chegue aos consumidores por meio da infraestrutura elétrica, como postes, fios e equipamentos”, explica a diretora Comercial da EDP. Nesse modelo, a conta de energia passa a ter dois componentes: uma taxa paga à distribuidora local pelo uso da rede e o valor da energia contratada livremente junto à comercializadora.
5. Entrar no mercado livre não exige instalar placa solar?
A adesão à modalidade não exige a instalação de painéis solares. O consumidor continuará recebendo energia pela rede elétrica da distribuidora, com a mesma qualidade e segurança no fornecimento. “O que muda é a forma de contratação da energia, ou seja, o cliente poderá escolher a empresa de quem vai comprar a energia considerando os produtos, soluções e preços que melhor atendam à sua necessidade, mas essa energia continuará sendo entregue pela concessionária distribuidora de energia local”, esclarece Stella.
Sobre a EDP na América do Sul
O grupo EDP está presente em quatro regiões: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Em 2026, celebra 50 anos de história no mundo e 30 anos de presença no Brasil. Na América do Sul, atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, bem como no desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares, com ativos no valor de R$ 41 bilhões, o que a torna a segunda maior operação do grupo. A empresa tem mais de 12.000 funcionários diretos e terceirizados. No Brasil, a EDP também oferece soluções energéticas voltadas para o B2B e B2C, como geração solar distribuída e venda de energia no mercado livre. Seu negócio de Distribuição atende a cerca de 3,8 milhões de clientes no estado de São Paulo e no estado do Espírito Santo. Referência em ESG, a EDP é reconhecida como uma das empresas de energia elétrica mais sustentáveis do mundo pelo índice Dow Jones, além de ter sido incluída no Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg. Nas quatro regiões, a EDP é reconhecida também, por meio da certificação Top Employer 2026, como uma das melhores empresas para se trabalhar.

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