“A minha ‘chocofobia’ já me causou muitos problemas, a Páscoa sempre foi um momento delicado pra mim”, afirma Marina Smith
A influenciadora paulista Marina Smith, de 27 anos, afirmou que o medo de engordar, ganhar peso e se olhar no espelho depois da Páscoa com a sensação de ter engordado acabou virando um comportamento recorrente, que ela mesma chama de “chocofobia”. Segundo ela, essa relação com o chocolate fez com que evitasse situações simples, como a troca de ovos, e acabou desgastando amizades próximas.
A influenciadora conta que esse comportamento foi se intensificando com o tempo e passou a aparecer principalmente em datas específicas. “Eu sempre fui de controlar muito o meu peso, mas em feriados como a Páscoa isso piora. Parece que a minha cabeça já entra nesse lugar de medo de engordar”, relata, e isso acabou refletindo diretamente em situações simples do dia a dia. “Eu evitava aceitar chocolate, evitava dar também, porque já ficava com isso na cabeça, pensando no impacto depois”, diz.
Marina afirma que esse comportamento acabou gerando situações mais sérias, inclusive o fim de amizades. “Teve uma vez que eu ganhei ovos de Páscoa de uma amiga muito próxima e acabei jogando no lixo do prédio. Para mim era uma forma de evitar, mas uma pessoa que estava na minha casa viu isso”, relata. Segundo Marina, a situação aconteceu durante o feriado e acabou sendo mal interpretada. “Aquilo gerou uma discussão, porque ela não entendeu. Mesmo eu tentando explicar que era o meu medo de engordar, o que eu chamo de ‘chocofobia’, a relação não foi mais a mesma”, diz.
Segundo Marina, esse comportamento já foi levado para a terapia, mas ainda é algo difícil de lidar, principalmente em datas como a Páscoa. “Eu já tentei tratar isso, já levei para terapia, mas é algo que ainda mexe muito comigo nessas épocas do ano. Controlar peso, até gramas, virou algo tão normal na minha vida que eu nem percebia o quanto isso estava afetando tudo ao redor”, relata. Ela afirma que hoje enxerga a situação com mais consciência e diz se sentir desconfortável com as consequências. “Eu não acho saudável e não gostaria que outras pessoas passassem por isso. Quando eu vejo o que aconteceu, eu sinto culpa, porque sei que podia ter sido diferente”, finaliza.
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