Após sucesso de Rembrandt no Palácio Anchieta, Ricardo Ferraço anuncia prorrogação da exposição até maio

 

Crédito fotos do governador: Helio Filho



Diante da forte adesão do público e da alta demanda por visitas, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, anunciou a prorrogação da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” por mais um mês no Palácio Anchieta, em Vitória. A decisão atende a uma recomendação técnica do próprio espaço cultural, que registra filas de espera para visitas guiadas e procura crescente desde a abertura, em 25 de fevereiro de 2026. Com a extensão, a mostra seguirá em cartaz até 17 de maio de 2026.


A prorrogação ocorre em um cenário de resultados expressivos. Até o momento, a exposição já recebeu mais de 29 mil visitantes e, apenas no último fim de semana, entre sábado e domingo, atraiu cerca de 5 mil pessoas. Além disso, mobilizou o público escolar, com uma centena de instituições atendidas, envolvendo estudantes e professores, enquanto outras milhares de pessoas participaram de ações educativas, como oficinas. Ainda assim, a procura segue superior à capacidade atual: há dezenas de instituições na lista de espera, somando cerca de 800 alunos e 80 professores aguardando agendamento.


Para o governador Ricardo Ferraço, a decisão reforça o compromisso do Estado com a democratização da cultura. “A resposta do público foi extraordinária. Estamos falando de milhares de visitantes, de escolas mobilizadas e de uma experiência que conecta o Espírito Santo a um circuito internacional de arte. Prorrogar essa exposição é garantir que mais capixabas tenham acesso a uma obra de valor histórico e artístico incomparável”, destaca.


“A demanda continua alta, especialmente por parte das escolas. Temos uma fila de espera significativa e entendemos que ampliar o período é garantir acesso a um conteúdo de alto valor artístico e formativo. A exposição tem cumprido um papel importante na formação de público e na aproximação das pessoas com a linguagem da gravura”, afirma Áurea Lígia Miranda Bernardi, titular da Gerência do Patrimônio Histórico do Palácio Anchieta.


Antes de chegar ao Espírito Santo, a mostra passou por Rio de Janeiro e Belo Horizonte, somando mais de 120 mil visitantes nas duas capitais. Em Vitória, consolidou-se como um marco cultural, reposicionando o Palácio Anchieta no circuito nacional de grandes exposições e ampliando sua visibilidade inclusive junto a visitantes de outros estados e países.


A exposição reúne 69 gravuras originais de Rembrandt van Rijn (1606–1669), um dos maiores nomes da história da arte e referência da chamada Era de Ouro holandesa. Reconhecido pelo domínio do claro-escuro, técnica que explora o contraste entre luz e sombra, o artista influenciou gerações e movimentos, do Impressionismo ao cinema contemporâneo. Sua produção percorre temas religiosos, cenas do cotidiano e autorretratos, sempre marcada por profundidade psicológica e olhar humanista.


Além do impacto artístico, a exposição também se destaca pelo caráter educativo. A atividade de isogravura, oferecida como parte da mediação, permite ao público experimentar técnicas relacionadas ao processo criativo de Rembrandt, tornando a experiência mais acessível e participativa. O público tem acesso a lupas para observar traços minuciosos das gravuras, além de ambiente imersivo que amplia imagens e recria efeitos de claro-escuro característicos do artista. A estrutura inclui recursos de acessibilidade, como sala sensorial, peças táteis, audioguia, braile e Libras.


A exposição tem patrocínio da Biancogres e do Supermercados BH e é viabilizada pela Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais. A organização é da The Art Co. em conjunto com a Brasil Meeting Points. A realização é da Premium Comunicação Integrada de Marketing, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

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