Ampliação do Minha Casa Minha Vida deve impactar áreas mal aproveitadas em cidades, afirma diretor

 



Com as novas regras, limite de renda foi ampliado para R$ 13 mil, enquanto financiamento passou para R$ 600 mil


Semana passada, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a ampliação dos limites de renda e dos valores de financiamento do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), permitindo que mais famílias possam participar do programa. Para entrar em vigor, as mudanças dependem de publicação no Diário Oficial da União.


A medida amplia todas as faixas de renda contempladas no programa: Faixa 1 (R$ 2.850 para R$ 3.200), Faixa 2 (R$ 4.700 para R$ 5.000), Faixa 3 (R$ 8.600 para R$ 9.600) e Faixa 4 (R$ 12 mil para R$ 13 mil). Ainda nas faixas três e quatro, o limite de financiamento também foi ampliado, de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente.


Na opinião de Alexandre Medeiros, diretor da Casin Conquista, é uma decisão histórica, que muda o público abraçado pelo MCMV, atingindo mais pessoas de classe média. Na prática, segundo ele, são alterações que irão resultar numa redução das demandas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), colocando a responsabilidade para o Minha Casa, Minha Vida, com mais previsibilidade de taxa e aprovação, acelerando o processo de venda.


“O impacto mais sensível poderá ser observado no produto e no terreno. Com esse novo teto, começa a fechar a conta em regiões que antes não funcionavam para o programa. Em algumas cidades, isso deve destravar áreas que estavam paradas ou mal aproveitadas, gerando um aumento no preço do terreno”, afirma Medeiros.


O diretor também faz uma observação na faixa 4. Para ele, com o crédito mais estável de 13 mil, a família aumenta a sua capacidade de compra, e como consequência disso, há um aumento no preço dos imóveis.


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